Jorge, o matador de Dragão

Cuspindo fogo, um terrível dragão vermelho, uma vez por mês, saía das profundezas de um lago agitado e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito.

A cidade toda sabia que quando o dragão vermelho surgia, o caos se instalava.
O Dragão vermelho cuspindo fogo, devastava plantações, incendiava casas, devorava a todos os animais que via pela frente.

Na tentativa de afastar tamanho flagelo, a população propôs um pacto, onde o dragão poderia exigir qualquer oferenda, em troca do reestabelicimento da paz na cidade.

Para acalmar a sua fúria, o Dragão exigiu sacrifícios de donzelas.
Atendendo a sua exigência, a população lhe oferecia jovens donzelas vítimas, escolhidas aleatoriamente por sorteio, e as oferecia em comida ao mostro infernal.

O povo na cidade ficava maravilhado ao perceberem que o dragão estava calmo quando recebia sua oferenda.

Um dia, a escolha aleatória recaiu sobre a única filha do rei da cidade. Ela seria dada como oferenda ao Dragão.

O Rei desesperado, em lágrimas, na tentativa de evitar esse horrível destino da inocente filhinha, jurou da-la em casamento ao bravo guerreiro que conseguisse matar a fera vermelha.
Foi então que um jovem cavaleiro, audacioso, chamado Jorge apareceu e se ofereceu para lutar com o dragão.
Jorge então montou em seu cavalo, pegou sua lança e foi ao encontro do terrível Dragão.

Ao chegar às margens do lago, o Dragão berrou como um trovão fervoroso, cuspindo fogo, mas Jorge, com sua coragem inabalável não temeu e nem se sentiu ameaçado.

O valente Guerreiro desembainhou a espada e, feriu o dragão, e em pouco tempo conseguiu dominá-lo.
O monstro infernal agora estava sob os domínios do jovem guerreiro, preso numa corrente.

Entretanto, o rei não queria ver sua jovem filha casada com um cristão, então armou um plano traiçoeiro.
O Rei ordenou que Jorge levasse o Dragão para lua e o deixasse preso lá e disse-lhe que ao retornar à terra, celebrariam o casamento entre o jovem guerreiro e a princesa.
Jorge obedecendo às ordens do Rei, foi para a Lua juntamente com o Dragão, só que ao chegar lá, percebeu que não teria como voltar e deixar o dragão preso na lua, pois não havia ninguém para vigiar-lhes. Se deixasse o Dragão sozinho lá, não teria ninguém para evitar que ele retornasse a terra.
Preso na lua com o grande dragão vermelho, Jorge aprendeu a domá-lo, fazendo-o ficar obediente.

O povo na terra percebeu que Jorge não retornava. Descobriram que ele ficara preso na lua para proteger a população na terra.
Fizeram assim uma homenagem a ele, criaram uma estátua com sua imagem. Um jovem guerreiro montado em seu cavalo branco,dominando o temível dragão, batizaram com o nome dele. Então ficou conhecido com São Jorge.

E assim, todos os dias pessoas e mais pessos faziam orações e súplicas para São Jorge pedindo que o mesmo as protegessem de qualquer mal, que Deus resolveu imortalizá-lo na lua, dando-lhe força e sabedoria.
Por outro lado, São Jorge percebeu que seu destino era proteger a todos os seres contra o mal.

E até hoje São Jorge vela por todos nós, protegendo-nos com suas armas.



Nota: Este conto é apenas uma interpretação e adaptação da verdadeira história de São Jorge.

Sexta-Feira 13 Lendas e Crendices


A junção do dia 13 com a sexta-feira é repleto de lendas e crendices, e está enraizada em muitas tradições e culturas.
Para alguns, este dia representa algum tipo de má sorte, para outros este dia é um dia comum e não representa nenhuma superstição.

Não se sabe dizer ao certo qual é a verdadeira origem da "Sexta-feira 13", já que as possibilidades de explicação para esta crença se encontram difundidas em diferentes culturas espalhadas pelo mundo.



De todas crendices, a justificativa mais conhecida dessa maldição vem do cristianismo.
Jesus Cristo foi crucificado em uma sexta-feira. E como sabemos, Ele celebrou a última ceia que, ao todo, contava com 13 participantes (Jesus e seus 12 apóstolos). Judas, o apóstolo que traiu Jesus, foi o 13º a chegar.



Outra justificativa conta que a maldição da sexta-feira 13 surgiu no início do período medieval, em oposição às religiões pagãs. Os escandinavos idolatravam Friga, deusa do amor e da beleza.
Com o processo de cristianização dos povos bárbaros, a igreja cristã a almadiçoou como bruxa.
Como vingança,Friga se reunia com outras 11 bruxas e o demônio, às sextas-feira, com o intuito de rogar pragas para almadiçoar a humanidade.


Outra história de origem da mitologia nórdica, fala sobre a confusão provocada por Loki, o deus da discórdia e do fogo, que resultou na morte de uma divindade, Balder.
Loki provocou a confusão, porque se sentiu ofendido por Odin, que não o convidou para a reunião promovida com 12 divindades.

Depois deste evento,criou-se a infâmia do número 13, pois acreditavam que um encontro com treze pessoas sempre terminaria mal.



De acordo com outra história, o rei da França, rei Felipe IV, sentia-se ameaçado pelo poder da Igreja, e com isso tentou se afiliar à ordem dos Cavaleiros Templários. Enfurecido por ter sido recusado, teria ordenado uma perseguição aos Templários em uma sexta-feira 13. Seus membros foram presos, torturados e, posteriormente, executados, acusados de heresia.


O cinema logo tratou de imortalizar esta data com a franquia "Sexta-Feira 13", um filme de terror protagonizada pelo psicopata, Jason Voorhees, um serial killer que, em grandioso estilo, ataca nessa mesma data, em Crystal Lake.



O fato é que até hoje, para muitas pessoas a sexta-feira 13 representa um dia de má sorte.
E para você, esta data tem alguma representação especial ou se trata apenas de um dia comum, como qualquer outro?


Referências:
wikipedia
universia

Pães Macabros - Você Comeria?

Você comeria um delicioso pé ?
Um cerebro quentinho?
Comeria uma cabeça, uma Mão?
Você comeria um pão em forma de partes do corpo humano?



Essas imagens não é o que provavelmente vocês estão pensando!
O artista plástico, Kittiwat Unarrom, dono de uma padaria da Tailândia resolveu inovar, dando realismo e criatividade para seus deliciosos pães e outros tipos de alimentos vendidos.



Kittiwat Unarrom, explica que a proposta desta estranha criação, é a de traduzir a mortalidade com a dor a ela associada, bem como difundir o pensamento budista de não acreditar no que
se vê, porque o que se vê, pode não ser tão real quanto parece.

Os detalhes fazem a perfeição da criação, técnica desenvolvida durante o curso de arte na Universidade de Chulalongkorn.






Seus pães, apesar de parecerem quase real, teem como matéria-prima a massa tradicional, geléia de morango, e também chocolate para imitar sangue coagulado.


Assista o video:


Agora que você já sabe que é pão...você comeria?

Zombie Walk Brasil

Hoje, Dia dos Finados, milhares de fãs de filme de terror se reuniram, em várias cidades do Brasil para edição brasileira da Zombie Walk, uma caminhada pública realizada no mundo inteiro.


A Zombie Walk nasceu na Califórnia, em 2001. A partir de 2006, o evento começou a ser realizado anualmente, sempre no feriado de Dia dos Finados.

Em São Paulo, os "mortos-vivos cheios de sangue" se concentraram na praça do Patriarca e seguiram a caminhada pelas ruas do centro da cidade rumo ao vale do Anhangabaú.

No Rio de Janeiro, a Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi completamente tomada por zumbis que vagavam fantasiados de monstros e outros personagens horripilantes.

Todos os participantes se vestem com fantasias de zumbis cheio de "sangue" e com a cara mais assustadora e aterrorizante possível.

Os zumbis invadiram o Brasil!
Quem é morto-vivo sempre aparece!

Vejam algumas fotos do evento:










Mais informações sobre o evento realizado em São Paulo:
zombiewalksp.com

A história do Halloween

Happy Halloween


A Comemoração do Halloween acontece um dia antes do Dia de Todos os Santos, e tem suas raízes na antiguidade.
Por ser uma data que antecede o Dia de Todos os Santos, tem seu nome inspirado na expressão "All hallow's eve", que significa a "véspera de todos os santos".

Para muitos, esta festividade teria iniciado com os Celtas, a fim de afastar os maus espíritos de suas colheitas, e chegou à América do Norte pelos imigrantes irlandeses.

Os celtas, acreditavam que o mundo seria ameaçado na véspera do evento pela ação de terríveis demônios e fantasmas.
Por esta razão, a festa tem características fortes e é cercada por figuras bizarras e assustadoras, como zumbis, fantasmas, bruxas, entre outros, pois assim, acreditavam que poderiam afastar a influência dos maus espíritos que ameaçariam suas colheitas.

Os povos pagãos trouxeram esta influencia cultural, e logo o halloween foi associado à figura das bruxas e feiticeiras.
Elas se tornaram ainda mais recorrentes na medida em que a Inquisição perseguiu e acusou várias pessoas de exercerem a bruxaria, durante a Idade Media.
Da mesma forma, os mortos também se tornaram comuns nesta celebração.
Na Idade Média, as pessoas batiam de porta em porta pedindo guloseimas, mas, durante a depressão, as festas chegaram a ser tão violentas e destrutivas, que as autoridades civis intervieram para prevenir o vandalismo disseminado nas cidades ao longo dos Estados Unidos.

De festa pagã para honrar os mortos a celebração para quebrar regras e usar fantasias peculiares, o Halloween é uma tradição tipicamente norte-americana, e, embora distante de nossa cultura, vem a cada ano sendo mais comemorada por muitos brasileiros.


Por ter essa relação intrínseca ao mundo dos mortos, ao longo do tempo, o 31 de outubro já despertou diversas sensações nas pessoas:
- a tradição de ir porta em porta pedindo guloseimas;
- a tradição de vestir fantasias bizarras de zumbis, bruxas, monstros etc;
- o vandalismo no período da Depressão norte-americana,
- ou mesmo o medo implícito pelo Dia das Bruxas.

Aqui no Brasil, essa comemoração à festividade se iniciou através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão, e também dos cursos de língua inglesa, que colaboram para a propagação da comemoração da data, promovendo festas de Halloween.

Jarbas – André Bozzetto Jr.



É noite de lua cheia, o vento nas folhas é algo sombrio, mas ainda assim, seja muito bem vindo, caríssimo leitor, espero que goste dessas impressões de leitura.

Porém, tenha cuidado.

Espie a noite, observe o luar e atente ao que se esconde nas sombras: criaturas lupinas podem estar à espreita, afinal, o ilustre convidado de hoje é Jarbas. E em se tratando dele, nunca se sabe.

Mas quem é Jarbas?

Os leitores do blogue Escrituras da Leia Cheia já eram assombrados por Jarbas há certo tempo. No entanto, para quem está chegando agora ao universo lupino do autor André Bozzetto Jr. a sinopse nos apresenta o garoto Jarbas lá na década de oitenta, e como uma grande maioria dos garotos da época, era fã de livros e filmes de terror. Passados alguns anos, esse nome havia se convertido em símbolo de brutalidade e perversão. Jarbas é um lobisomem temido e odiado por homens e licantropos.  Como essa transformação aconteceu? Só lendo para descobrir. Cada aparição de Jarbas é marcante e tem, por essência, a crueldade.

“... viraram-se na direção indicada e duvidaram dos seus próprios olhos quando vislumbraram um garoto completamente nu acompanhando a cena por entre os arbustos. Ele possuía terríveis cicatrizes no rosto e também em várias outras partes do corpo, porém, o que mais contribuía para lhe conferir uma aparência apavorante e perturbadora era o brilho rubro que emanava dos seus olhos e o enorme sorriso que ostentava nos lábios. Um sorriso maléfico, que transparecia devassidão e perversidade.”


Tato, olfato e visão. Ou das formas e formatos

A capa de Jarbas é linda, o trabalho de Andrei Bressan, que também ilustrou Na Próxima Lua Cheia, me impressionou. As cores escolhidas, a atmosfera sombria, a combinação dos elementos me sugerem solidão, terror e ferocidade, são bons indicadores do que a história tem a oferecer. Sobre a diagramação, qualidade material e gráfica, a Estronho mais uma vez comprova a extrema qualidade do seu trabalho, ótima. Páginas macias, letras visualmente agradáveis para leitura. E claro, preciso destacar as ilustrações internas, são muito legais. O trabalho do ilustrador Christiano Carstensen Neto, releva momentos mórbidos e sombrios da narrativa de maneira bem interessante. E me lembram a atmosfera de antigos quadrinhos de terror. Gostei bastante.

Nas trilhas do lobisomem

Dos campos mais bucólicos do interior do país ao submundo noturno e decadente das cidades, muitos terão seu destino, vida e morte marcados por uma fera e a lembrança de um nome. Jarbas.

Na trama que conta 25 anos da vida de Jarbas, são muitos os personagens, alguns passam tão rapidamente que não marcam o leitor. A principio, isso me incomodou, preferia que fossem menos personagens e alguns, um pouco mais explorados, mas ao mesmo tempo, entendo que a história que acompanhamos é de Jarbas e dos incautos que cruzam seu caminho.  Em cada um destes momentos, conhecemos uma face do personagem em diferentes cenários narrativos. Os personagens que sobrevivem para atuar nas próximas páginas são os mais relevantes. 
Personagens como Jorge, César, Tadeu Belline, Bruno, Vandinho, Silveira, Francisco, Vitória, Fernanda, Clara, Eduardo, Ricardo, entre outros, oferecem ao leitor um retrato das paixões e desvarios humanos: amor, sexo, vício, inocência, solidão, curiosidade, crueldade, covardia, coragem, erros e acertos, tristeza, sacrifício, egoísmo, terror e medo são apenas alguns dos temas retratados.

Gostaria de comentar mais sobre alguns deles, como a menina Clara, o revoltante Tadeu Bellini ou o divertido morador de rua Vandinho, mas deixo para o leitor a diversão de descobri-los. Entre os personagens, destaque para João Preguiça, foi impossível não compará-lo com aqueles personagens míticos das cidadezinhas do interior, recluso, diferente, despertando medo e curiosidade nas crianças e se tornando, com o tempo, uma lenda viva. João Preguiça, de fato, tem muito a esconder.

Também Vitória, a caçadora de lobisomens movida pelo desejo de vingança merece um comentário a parte. Ao encontrá-la no livro, eu me lembrei de ter lido um conto no blogue, revelando os fatos iniciais que a levaram a se tornar uma caçadora e comentei, na época, que seria muito legal ler mais sobre a moça, pois bem, depois de ler Jarbas, minha opinião permanece, senti que a personagem merecia mais espaço e se o André quisesse contar uma história tendo Vitória como personagem principal, a menina corajosa que cresce para se tornar uma caçadora letal é cativante o suficiente.

Ah, mesmo que alguns personagens já tenham aparecido antes, segundo o autor, cerca de 70% do livro é inédito, os contos já existentes foram modificados para tomar a forma de capítulos e, principalmente, tiveram sua atmosfera sombria ampliada. A estrutura me lembra o formato de romance fix-up é possível ler alguns capítulos de forma independente, como se fossem contos, mas alguns dos personagens podem aparecer novamente e suas ações acabam se entrelaçando em momentos diferenciados da narrativa, na construção da trama maior.

Entre os temas do fantástico, o terror e o horror são meus favoritos. Pois é justamente o horror que permanece com o leitor ao acompanhar os caminhos de Jarbas.  O personagem que dá nome ao titulo do livro é extremamente cruel, não há desculpas, não há meio termo, e ao mesmo tempo, ele tem o dom de impressionar suas vítimas por sua suposta fragilidade. Ou seja, um predador fatal.  

        Alguns outros aspectos relevantes do livro: o foco narrativa alternando-se em primeira e terceira pessoa, conforme personagens e momentos narrativos, dão fôlego ao leitor. Diferentes referências, relacionadas à música, ao cinema e outros elementos, vão construindo e contextualizando os cenários no espaço/tempo; lobisomens são, de fato, lobisomens (acho que isso não preciso explicar). Aos que tem estômago fraco, aviso, o autor não economizou nas cenas sanguinolentas e cruéis. Entretanto, certas ações de Jarbas, ainda que não detalhadas, mas principalmente insinuadas na narrativa, revelam o quanto lobisomens podem ser ferozes, cruéis e incontroláveis. Assim como o próprio ser humano. E que a maldade, de homens e feras, assim como a coragem e a persistência, sempre podem surpreender um pouco mais.

Rock in Rio - Noite do Metal agita a cidade do Rock


A terceira noite do Rock in Rio foi marcada por uma verdadeira invasão de pessoas trajando preto para assitir a uma maratona de heavy metal.


Metallica, Sepultura, Slipknot, Motörhead, Cambria, Angra, Tarja Turunen, Glória e mais, fizeram a alegria de milhares de fãs que se espalhavam pela Cidade do Rock.

Era possível sentir tremer não somente o peito como todo o corpo, numa energia que literalmente não deixava ninguém parado na Cidade do Rock!




A banda Angra subiu ao palco acompanhado pelo violino de Amon, integrante da Família Lima, para o terceiro show do palco Sunset.
A musa do metal, Tarja Turunem, subiu ao palco para cantar ao lado de Edu Falaschi e levantou um público fiel com "Spread Your Fire".
Depois de cantar "Phanton Of The Opera", Turunem deixou o palco e o Angra seguiu com o setlist.



Angra e Tarja
Angra e Tarja




Tocando "The Trooper", do Iron Maiden, Coheed And Cambria é recebido com reverência.

Coheed And Cambria


Enquanto o Glória abria a programação do palco Mundo, o Sepultura fechava um show pesado e eficiente.
Palco Sunset no dia do metal terminou em grande estilo com Sepultura e Les Tambors du Bronx.

Sepultura


Motorhead nem precisa se preocupar com escolha de repertório, é uma paulada atrás da outra para Lemmy mostrar como se faz rock and roll.

Motorhead


O show do Slipknot, com músicas para pular sem parar, teve um bom efeito terapêutico na plateia, houve uma grande troca entre banda e público.

Slipknot


Metallica faz um show histórico à parte na Cidade do Rock.
A banda já entrou no palco com o ritmo acelerado, regado ao som pesado, letra e melodia.
Em pouco mais de duas horas de show justificaram a expectativa da plateia que os aguardava, a maior que já tiveram no Brasil.
O show foi marcado com um festival pirotécnico, com grandes labaredas por todos os lados do palco.

Metallica

Com direito ao bis, com "Am I evil?","Whiplash" e "Seek and destroy" , precedeu uma longa sessão de agradecimentos e aplausos, com toda a justiça.

O Metallica reina soberano na monarquia do heavy metal!



Confiram abaixo o som do Metallica - Nothing Else Matters.




Fonte:



Prisioneiros da Eternidade

A literatura fantástica nacional apresentou, nos últimos anos, um crescimento espantoso. Além de diversos fatores sociais e econômicos, o empenho e a dedicação de muita gente bacana que trabalhou e trabalha muito para isso, a internet e os escritores virtuais, (não apenas virtuais) que produzem e disponibilizam literatura online, colaboraram para essa expansão.

Entre diversos espaços virtuais, o blog Prisioneiro da Eternidade completou cinco anos de existência em Agosto de 2011. E para comemorar, Oscar Mendes Filho convidou e alguns dos melhores escritores do gênero fantástico, principalmente nas vertentes terror/horror nacional, enviaram seus textos para publicar na página.

Neste Agosto, o mês não foi apenas de desgosto, e sim, do mais puro terror. E para quem não acompanhou as postagens comemorativas no blog, a reunião desse material resultou no e-book Prisioneiro da Eternidade, uma coletânea que deixará o leitor com noites perturbadoramente insones.

O e-book Prisioneiros da Eternidade é composto por contos terrivelmente sombrios. Autores da literatura fantástica nacional, com estilos dos mais variados possíveis, extrapolam o que há de mais nefasto na imaginação em histórias que surpreendem e assombram, disponíveis a um clique do leitor.

Autores: Ademir Pascale, Adriano Siqueira, Alfer Medeiros, Amanda Reznor, André Bozzetto Junior, Camila Schwartz, Clinton Davisson, Danny Marks, Eddy Khaos, Evandro Guerra, Frodo Oliveira, Georgette Silen, Gisele G. Garcia, Iam Godoy, Juliano Sasseron, Karin Kreismann Carteri, Leonardo Ragacini, G. S. Lewd, Lord A., Luana MacCain, Márson Alquati, Nana B. Poetisa, Oscar Mendes Filho, Petter Baiestorf, R. Raven, Suzi Ramone, Tânia Souza e Wilda Garden.

O e-book Prisioneiros da Eternidade está disponível para download Aqui.  

Extraneus II - Páginas em Chiaroscuro


 
"Tropeçou e caiu de joelhos. Chorou mais ainda, sentindo o corte que sangrou, manchando as figurinhas estampadas da Hello Kitty em seu pijama. Por que saiu sem as pantufas? Agora seus pézinhos doíam... 

- N-nós vamos f-ficar bem, D-Dentinho... - agarrou-se ao pelo do amiguinho de pelúcia. O ursinho sorria um eterno otimismo. " (Dentinho - Georgette Silen) 

Comovente não é? No entanto, tem cuidado leitor. Trata-se de um dos contos da Série Extraneus II – Quase inocentes. Creio que não preciso dizer mais.

 
Extraneus II - Páginas em Chiaroscuro

Continuando a série Impressões e Expressões de Leituras, dessa vez escolhi um livro com um tema que me assusta bastante. Extraneus II – Quase inocentes.  A Série Extraneus nasceu marcada pelo inusitado. Em Extraneus I (resenha aqui) o medieval e a ficção cientifica uniram-se de forma muito criativa, resultando em um dos meus favoritos da editora. Pois o segundo volume da série apresenta uma dupla que não é nova, mas que nos enche de assombro: crianças e terror. Esse tema, para mim, está bastante ligado ao cinema. Apesar de várias representações serem baseadas em livros, foi nos filmes que conheci as crianças mais cruéis da arte. 


Não sei quanto a vocês leitores, mas essa dupla que me apavora desde sempre: terror e crianças. Desde os filmes dos anos oitenta que passavam durante a tarde até as últimas produções do cinema, sempre aparece alguma novidade no gênero. Não o terror que elas possam sentir perante o desconhecido, perante criaturas que há muito reinam no imaginário infantil traduzidas em formas de lobos, bruxas e monstros diversos. Refiro-me a casos como os dos contos de Extraneus II, onde elas são, simplesmente, (direta ou indiretamente) agentes do medo. 

E por que isso nos assombra tanto? Eu por exemplo fiquei dias sem dormir depois do adorável protagonista de Cemitério Maldito. Inquietante não é? 
  
Creio que essa reação vem do fato de que crianças são dependentes, por isso, delicadas. Encantadoras, são vulneráveis e nos tornam vulneráveis perante sua fragilidade.  Como essa adorável criança em vestido vermelho que Giulia Mon nos apresenta.
 
"A menina saltou para o vazio. Uma mancha vermelha, invisível no céu escuro aterrissou sem ruído perto da moça, que se virou, surpresa. A criança sorriu o seu sorriso mais inocente. A moça sorriu de volta. Ela era gentil e as pessoas gentis são amistosas com japonesinhas que parecem bibelôs em lojinhas de souvenir." ( Criança Noturna - Giulia Mon) 

Claro que diversas representações artísticas apresentam o tema da infância. A criança já foi o sonho, a vítima, o algoz, a fantasia. A doçura, a meiguice e também a crueldade presente no universo infantil alimentam obras que marcam a história da arte. Mas delas, sempre se espera a inocência. Como este sorriso tão meigo descrito por M.D.Amado. 

 "Rosana se detém por mais tempo diante de uma menina. Olha o nome na pulseira  - Aline  - E depois de brincar por alguns segundo, dá-lhe um beijo na sola dos pés, vira-a de costas e sopra-lhe a nuca. Novamente de frente para ela, olha-a diretamente nos olhos, ainda semiabertos, e sorri. A retribuição é imediata. Aquele sorrisinho dos bebês, assim, meio de canto de boca..." ( Corações Negros - M.D.Amado).

Desconstruir esse aspecto da inocência, sem pender para o exagero nem perder o toque de vulnerabilidade que o tema pede foi um trabalho muito bem realizado em Extraneus II e autores selecionados. E o título da coletânea combinou perfeitamente com os contos que apresenta, afinal, elas são apenas... quase inocentes. O livro é composto por 15 contos e durante a leitura, o leitor tem  a oportunidade de conhecer algumas criaturas angelicais e seus brinquedos ahn... inusitados. Entre as páginas, transitam vampiros, múmias, harpias, animais sobrenaturais, deuses, sacerdotes, lobisomens, piratas e serial killers.    

Como espaço narrativo, os personagens desfilam por mansões assombradas, casebres, catacumbas, lares insuspeitos, ruas escuras, cidades modernas, hospitais, florestas, poços fétidos e vilas, entre outros. E, por fim, os personagens têm seus caminhos marcados por pactos, sonhos, maldições, traições, violência física ou psicológica, guerra, vingança, a mais pura essência da maldade ou missões de origens divinas, como a que o pequeno Sêtherekh recebe.  

"Então, naquela noite, Sêtherekh sonha com o deus. Ele se insinua sem ruído na câmara, agacha-se ao seu lado na esteira e o desperta sussurrando em seu ouvido. Seu hálito é quente, um pouco fétido; ele segura a cabeça do garoto, prendendo-a com as garras para que não perca uma só palavra. São novas ordens, compreende Sêtherekh." ( Os servos de Thoth - Ana Lúcia Merege) 

Nessa coletânea, não há nenhum conto que eu não tenha gostado, cada um traz algo de especial e a variação de temas, espaço e personagens foi bem legal. Mesmo temas considerados clichês são abordados de forma bem criativa.

Brinquedos macabros que exercem seu fascínio ou ainda, crianças marcadas pelo sobrenatural que apóiam-se nestes objetos fantásticos e sombrios também são temas explorados em mais de um conto no livro, como no quase doce e ao mesmo tempo, sangrento Dentinho, de Georgette Silen. 

Declaradamente uma homenagem a Anne Rice, o conto Criança Noturna, de Giulia Mon apresenta o mito do vampiro na sua concepção mais perigosa, representado pela mais pura inocência. Esse conto me agradou muito, tem poesia, solidão e ferocidade. 

M. D. Amado, em Corações Negros, apresenta um conto sombrio onde o macabro não é exatamente uma escolha. De mãos e faces inocentes, crianças são marcadas por pactos dos quais não podem escapar. Gostei da forma da narrativa escolhida pelo autor. As cenas vão se apresentando quase em fragmentos, mas de forma bem coerente até o desfecho. 

No conto Vestido cor-de-rosa, de Camila Fernandes o foco não está no sobrenatural, a violência é o mote que estilhaça toda a inocência que o título em rosa prometia. Joelma consegue cativar o leitor em poucas linhas e quando a violência se instaura, é de forma implícita. Uma narrativa contundente que angustia pelo que tem de realidade. Ótimo conto.  

A Revelação Kyngá, de André Bozzetto Jr. remonta a lendas de tribos perdidas nos confins da floresta. A procura, por parte de pais desesperados, por uma sabedoria milenar com poder de cura tem conseqüências inimagináveis. Para quem conhece o autor, não tão inimaginável assim. Conto bem construído e uma boa leitura.   

Guardian Angel, de Luciana Fátima foi um conto que me surpreendeu, numa mescla de piedade e também de horror, claro. A presença de um anjo, com todos os elementos que os estereótipos pedem, como os cachinhos dourados, por exemplo, escondem uma realidade bem mais cruel. 

Crianças, vizinhos misteriosos e presentes instigantes. Em O Presente de Berenice, de Adriano Siqueira, o mistério e a aventura estão a um passo dos inocentes protagonistas. Achei esse conto divertido, principalmente o desfecho.  

Um relato surpreendente de um pirata assombrado pelo passado.  Em Loucos, Ossos, Passos de Sopros, de Lucas Rezc, a superstição de outrora, na qual unir mulheres e navios era sinônimo de azar é retomada e com esse sentimento a tripulação do Tempestade Noturna recebe a pequena Clarice. Mas logo, ela não estará mais só. E os piratas agora precisam conviver com duas garotas e fatos que vão bem além da superstição. Elaine e sua presença misteriosa é apenas o começo de uma série de acontecimentos inusitados.  Título bem sacado que fez todo sentido no final. 

Em O Grande Estopim para a Vida Criminosa de Alice Carmesim, de Luísa Vianna, o cinema e a vida imitando a arte, ou a arte imitando a vida sao o cenário para uma descoberta inquietante. Neste conto, a força de uma cena marcada por vermelho rubi torna-se uma revelação na vida de Alice, a pequena filha de uma estrela de cinema que escolhe seu próprio e sangrento caminho. Diferente e bem interessante este conto.

Ah, o amor, por ele, ou em nome dele tudo, tudo pode acontecer. No universo das descobertas, o conto Brincadeiras de Crianças, de Juliano Sasseron, apresenta-nos Adriano, um personagem comovente, melancólico e cujo destino será para sempre marcado pela força de um sentimento que guarda com intensidade dentro de si. Amor de criança? Talvez. Mas com todos os sentimentos que traz com ele, como a solidão, o ciúme, o desespero e a fatalidade. Achei esse conto comovente, e o final tem uma poeticidade incrível.  

Em Os Servos de Thoth, de Ana Lúcia Merege, um universo distante é palco da luta de um pequeno servo para cumprir sua missão, e nesse caminho, não há espaço para piedade ou medo. Alguns momentos são quase surreais, e o cenário é muito bem construído pela autora. Entre reinos decadentes, injustiças e corrupção, o mote é a fé e, talvez, o receio de um poder superior que não pode ser negado. E apesar das dúvidas e do medo, essa é a motivação para Sêtherekh seguir até o fim na sua missão. 

Em O Poço das Harpias, de Celly Monteiro, elementos como a crueldade, o amor, traição, o desespero da sobrevivência e criaturas indescritíveis são a tônica dessa narrativa. Ler o conto possibilita experimentar sentimentos como piedade, asco, assombro e confesso, sabor de vingança. Um conto muito bom. 

A crueldade infantil poucas vezes foi tão friamente representada quanto pelo trio que protagoniza o conto Reversões, de Andrés Carreiro Fumega, a narrativa conseguiu inovar por meio de elementos diferenciados, além de um cenário muito bem construído e um desfecho surpreendente.  Ah, e um gato fascinante.

Crianças e Guerra formam uma combinação das mais injustas e o tema é retomado em Duas Crianças, Duas Chaves, de Felipe Pierantoni. Quando o poder da decisão e a força das armas passam a ser guiadas por mãos e corações ainda presos à infância, tudo pode acontecer. Conto triste e ainda que o final seja de certa forma, esperado, nos surpreende ainda assim. 

E por fim, o conto Caindo no Despertar, de Suzy M. Hekamiah apresenta ao leitor um cenário frio e silencioso, repleto de impressões sombrias e lembranças trágicas. Neste local, o garoto Oliver vive um universo onírico, onde sonhos, pesadelos e lembranças se confundem até que finalmente, a realidade se revela. 

**

Uma curiosidade. Enquanto procurava algumas imagens para o post, conheci a adorável Rhoda Penmark, protagonista do filme The Bad Seed. Segundo o que li por estes sítios virtuais, ela foi a primeira criança má do cinema. Parece que pelo filme ter como principal vilã uma criança, causou muita polêmica. Vou ver se consigo assistir e depois comento.

Ah, as imagens utilizadas no texto não se relacionam aos contos, e sim foram aleatoriamente escolhidas por mim entre filmes sobre o gênero. 

Live Aid e o Dia Mundial do Rock


Dia Mundial do Rock é comemorado em 13 de julho.
Mas você sabe porque comemoramos esta data?

Esta data ficou marcada por causa de um evento organizado por Bob Geldof , que em 1985 organizou o Live Aid, um show simultâneo no Wembley Stadium, em Londres,Inglaterra e outro no JFK Stadium, na Filadélfia nos Estados Unidos.

Alguns artistas apresentaram-se também em Sydney, Moscou e Japão.

O show contou com a presença de diversos artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton e Black Sabbath.
O evento tinha como objetivo principal a causa humanitária que era arrecadar fundos em prol dos famintos da Etiópia.

Foi uma das maiores transmissões ao vivo pela tv, em larga escala, em mais de 100 países, desta forma e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano.


A atitude solidária do evento serviu como exemplo e motivação para novas iniciativas, e fez com que o dia 13 de julho entrasse para a História como o Dia Mundial do Rock.

Anos depois surgiram novos festivais de rock em pról de causas humantárias e sociais, como o U.S.A For Africa,Artists Against Apartheid, entre outros.
Mas nenhum concerto antes havia reunido artistas consagrados do rock mundial unidos numa maratona musical, como o Live Aid.


Confiram abaixo um video da apresentação da Banda Led Zeppelin no Live Aid 1985:

 

Copyright © 2010 - Universo Sombrio- Todos os Direitos Reservados
| Desenvolvido por Clau - Mundo Blogger |